Entrevista do mês: Andrea Pecora, primeira embaixadora de Wella Professionals

13/03/2019 | Redação

Até o mês passado, apenas homens faziam parte do seleto time da marca

Andrea Pecora é a primeira embaixadora de Wella Professionals no Brasil. Conheça aqui um pouco da história dessa hairstylist de Ribeirão Preto (SP) e como ela chegou a essa posição de destaque

Conte sobre sua trajetória como artista Wella Professionals.

Tudo começou há uns 13 ou 14 anos, quando um vendedor que me atendia com outras marcas passou a vender Wella e eu tive a oportunidade de conhecê-la melhor. Iniciei com Multi Blonde, que é bem melhor que o descolorante que eu já usava. Passei a experimentar outros itens também, como as linhas de tratamento e styling. Nesse período, eu já era educadora e dava dicas de como usar os produtos da Wella nos cursos, porque me sentia muito confortável com a qualidade e os resultados percebidos. A minha relação com a marca começou naturalmente, eu sempre indiquei sem ter maior proximidade ou algum interesse de me tornar artista ou embaixadora. Claro que eu me sentia parte da família Wella, e ao receber o convite para me tornar umas das artistas, fi quei muito feliz e desde então tive o sonho de me tornar embaixadora.

Já sabia que estava sendo treinada para a função?

Não sabia. Eu estava focada em ser artista e não imaginava que uma mulher seria selecionada para ser embaixadora Wella. Quando fui escolhida, fiquei muito lisonjeada, até porque todas as outras artistas são ótimas. Eu tenho desenvoltura na área de educação, tanto para ensinar quanto para aprender. Os treinamentos da marca me ajudaram bastante para estar no palco, empregar os produtos da melhor maneira, aprimorar as minhas técnicas e a me comportar de uma forma que meus trabalhos ficassem mais refinados.

Como é ser a primeira embaixadora da marca no Brasil?

Foi uma enorme surpresa! Como sonhava em me tornar embaixadora, imaginei que talvez conseguisse, e quando se tornou realidade foi maravilhoso. Eu sempre lutei pela educação, pelo espaço das mulheres no mercado de beleza e para que tudo o que aconteça seja verdadeiro. Fui construindo cada passo da minha carreira por meio de muito estudo para oferecer o melhor para as clientes e os alunos sem imaginar que as pessoas fossem me perceber. Acredito que quanto mais damos o nosso melhor, mais há chances de a gente poder se destacar. E assim foi com a Wella, eu me senti enxergada por eles.

Que a sua nomeação seja a primeira de muitas…

Sim, acredito e torço por isso, pois vamos abrir mais espaço para as mulheres no mercado.

Sabe quais serão suas atribuições?

Inspirar os cabeleireiros, especialmente as mulheres, a ter mais fé na profissão e buscar mais informações e conhecimento para oferecer o melhor trabalho e saber que podemos decolar em voos cada vez mais altos. Já houve casos, por exemplo, em que fui ministrar cursos na Wella Professionals ainda como artista e pessoas que assistiram às aulas aderiram à profissão. Além disso, vou ser encarregada de conhecer os novos produtos que chegam ao Brasil e seus desenvolvimentos técnicos, testando-os e criando visuais em modelos para campanhas e outras finalidades. Também participar de mentoring, eventos promocionais da marca, continuar ministrando cursos, é claro, entre outras atividades.

Andrea foi uma das profissionais que participou da coleção em homenagem às mulheres sob o olhar de Celso Kamura

Fale um pouco sobre a sua vida…

Nasci em Ribeirão Preto, no interior paulista, e desde os 17 anos já havia decidido que queria ser cabeleireira. Tive enorme apoio da minha família e sempre me recordo do que meu pai disse quando revelei meu desejo: “Andrea, o mais importante é ter uma profissão, porque quem a tem não morre de fome”. Na época, achei que cabeleireiro não precisava estudar tanto [risos]. Eu estava em um cursinho preparatório e larguei esses estudos para iniciar outros focados na profissão. Foi quando decidi cursar administração de empresas e organizar a minha carreira junto com a vida profissional. Também casei cedo e meu primeiro filho nasceu quando eu estava no terceiro colegial. Nesse período, passei a atender alguns clientes em casa mesmo. O negócio foi tomando uma proporção maior e fui conquistando espaço no mercado. Com os trabalhos, fui juntando dinheiro e construí meu primeiro salão sozinha com a intenção de proporcionar mais confiabilidade, credibilidade e qualidade para minha clientela. Investi em conhecimento, muitas vezes deixando desejos pessoais de lado. Hoje sei que valeu a pena e não me arrependo de nada. Tenho uma relação estável de 12 anos, dois filhos, sendo que um em formação acadêmica e outro já formado e trabalhando nos Estados Unidos.

Onde estudou e costuma se aperfeiçoar?

Já fiz especializações e costumo me aperfeiçoar em instituições como Toni&Guy de Londres, Milão, Dallas, Nova York e Los Angeles; Vidal Sassoon de Londres e Los Angeles; Markus Herrmann de Berlim e Viena; Hob Salon de Londres; Patrick Cameron de Londres; Sharon Blain de Toronto; Mahogani de Londres; Dessange de Paris e Stephen Mackinder da Dinamarca.

Cor, corte ou styling: é preciso saber de tudo para ser um cabeleireiro completo?

Cada profissional tem uma especialização que pode ser corte, coloração, styling ou todas juntas. Acredito que, para ter sucesso, a pessoa deve fazer o que gosta. No caso do cabeleireiro, presenciei histórias nas quais a pessoa acha que tem a obrigação de saber de tudo, mas se ela não gosta de fazer coloração, por exemplo, nunca vai ser bom naquilo. Mas já vi casos de não gostar de fazer algo por insegurança, porém quando aprende e se sente confiante, começa a realizar trabalhos incríveis. Sempre aconselho quem está começando a fazer todos os cursos para experimentar, assim vai desenvolvendo a sua aptidão.

Entrevista a: Annamaria Aglio

Fotos: Renata Campanelli/divulgacão

Leia a entrevista completa na edição de março da Cabelos&cia